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O Sporting treinou esta terça-feira no relvado do Jamor para adaptar-se ao piso onde vai disputar a final da Taça de Portugal no domingo, e a sessão trouxe sinais importantes sobre a disponibilidade de jogadores-chave — com impacto direto nas escolhas para o jogo decisivo e nas negociações de mercado que se aproximam. As ausências registadas e a proteção usada por um dos titulares também alimentam dúvidas sobre quem estará em campo numa partida que pode selar o último troféu da época.
O treino aberto à imprensa teve início com quatro jogadores fora do grupo nos primeiros quinze minutos: Fotis Ioannidis, Morten Hjulmand, Iván Fresneda e Nuno Santos. A ausência temporal foi notada na presença do presidente Frederico Varandas e atraiu atenção por ocorrer tão próximo da final.
Treino de adaptação e precauções
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Segundo a equipa técnica, parte do trabalho visou apenas acostumar a equipa ao relvado do Estádio Nacional. Ainda assim, a explicação ganhou contornos diferentes quando veio a público que o capitão Morten Hjulmand ficou a recuperar em Alcochete por precaução, após recente retorno de lesão.
Essa medida visa preservar o médio dinamarquês para a final, evitando riscos desnecessários. A decisão é relevante não só pelo jogo, mas também porque Hjulmand é alvo de atenção no mercado europeu, o que pode transformar a partida num adeus em caso de saída.
Saídas em perspetiva: quem pode deixar o clube
O Sporting poderá ver várias saídas confirmadas ao fim da temporada. Algumas já são praticamente certas; outras permanecem em aberto, com interessados em Inglaterra e Espanha e contratos a terminar que facilitam movimentos imediatos.
- Morten Hjulmand (26 anos) — tendência para saída; clubes como Manchester United e Atlético Madrid são apontados como potenciais destinos.
- Geovany Quenda — já contratado pelo Chelsea e com transferência encaminhada para Inglaterra.
- Hidemasa Morita — contrato a expirar, saída confirmada.
- Iván Fresneda — ausente do treino e lidando com um problema físico; situação a monitorizar.
- Outros nomes em discussão: Gonçalo Inácio, Ousmane Diomande, Maxi Araújo, Giorgi Kochorashvili, Pedro Gonçalves, Souleymane Faye e Francisco Trincão.
O padrão não é homogéneo: há jogadores com propostas formais, casos de contratos a terminar e situações em que as saídas dependem apenas de alinhamentos de mercado. Para a direção, a final pode também ser uma última oportunidade para valorizar ativos.
Pedro Gonçalves e a proteção na perna
Pedro Gonçalves apareceu no Jamor com uma proteção na perna esquerda, gesto interpretado pela equipa médica como prevenção. A medida arranca especulação sobre uma possível queixa recente, embora o objetivo aparente seja minimizar risco antes da final.
Ao mesmo tempo, o extremo tem um outro foco: a espera pela lista final de convocados de Portugal para o Mundial 2026. O selecionador Roberto Martínez anuncia hoje às 13h00, a poucos quilómetros do Jamor, os 26 jogadores que irão representar a seleção na Copa — um desfecho que pode afetar o estado psicológico e físico do jogador nos próximos dias.
Rui Borges e a prioridade pela Taça
Depois de ver a liga escapar, o comando técnico aposta todas as baterias na Taça de Portugal como forma de fechar a temporada com um troféu. Rui Borges terá preparado a equipa para enfrentar um Torreense que chega moralizado, mas sob pressão adicional por disputar o playoff da I Liga.
Para o Torreense, a final representa um momento histórico, mas também um desafio de calendário: o clube terá de equilibrar a final com a eliminatória a duas mãos do playoff, o que pode influenciar a gestão de esforço e tática.
Com o relógio a correr até domingo, as decisões sobre convocados e eventuais ausências por precaução ganham peso real — tanto para a disputa imediata do troféu quanto para o futuro da equipa no mercado.
Notícia atualizada às 11h46.











