Jovens artistas ganham visibilidade em Alenquer com prémios Mestre João Mário

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Nove jovens artistas de Alenquer foram premiados no dia 16 de maio durante a XLII Feira da Ascensão, numa cerimónia que destacou talento local e renovou a memória do pintor João Mário Ayres d’Oliveira, falecido em 2025. O concurso sublinha a aposta da autarquia e das escolas em formar novas competências artísticas e a importância de manter vivo o legado do artista.

Cerimónia e prémios

Os vencedores foram anunciados no palco principal da feira, depois de as obras terem sido avaliadas por um júri multidisciplinar. Além dos troféus, os primeiros classificados de cada escalão receberam uma obra assinada pelo próprio João Mário e todos os participantes obtiveram certificados de participação.

O modelo do concurso procura premiar não só a expressão criativa, mas também o desenvolvimento técnico dos jovens. A entrega aconteceu perante público e representantes escolares e municipais, reforçando a ligação entre comunidade e projeto cultural.

Vencedores por escalão

  • 2.º escalão (7–12 anos)

    • 1.º lugar: Catarina Arroja
    • 2.º lugar: Leonor Rodrigues
    • 3.º lugar: Catarina Vicente

  • 3.º escalão (13–17 anos)

    • 1.º lugar: Bruna Albuquerque
    • 2.º lugar: Mariana Martins
    • 3.º lugar: Matilde Cardoso

  • 4.º escalão (18+ anos)

    • 1.º lugar: Marta Diogo
    • 2.º lugar: Camila Monteiro
    • 3.º lugar: Cristina Tomé

O concurso é promovido em parceria entre o Plano Nacional das Artes/Projeto Cultural de Escola do Agrupamento de Escolas Damião de Góis e a Câmara Municipal de Alenquer, com o apoio da família do pintor. Essa colaboração foi determinante para reunir prémios, obras e um júri qualificado.

Para os organizadores, iniciativas como esta têm consequências práticas: servem de palco de visibilidade para jovens criadores, incentivam a continuidade de estudos artísticos e aproximam a população da produção cultural local. Ao mesmo tempo, ajudam a preservar a obra e a memória de um artista que teve destaque na região.

O que muda para os participantes

Receber um prémio num certame local com presença pública pode abrir portas — exposições futuras, convites para residências artísticas e integração em projetos escolares e municipais são alguns desdobramentos possíveis. Além disso, a troca com jurados especializados oferece feedback técnico valioso para a formação dos jovens.

Os promotores adiantaram que a iniciativa deverá manter-se anual, com intenção de alargar a participação e reforçar atividades formativas ligadas à pintura. Para Alenquer, o concurso representa uma estratégia de longo prazo para fortalecer a cena artística e valorizar novos nomes.

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