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Nos últimos dias, a ABEI — Associação para o Bem-Estar Infantil de Vila Franca de Xira levou centenas de pessoas ao Ateneu Artístico Vilafranquense: durante três noites consecutivas o auditório registou lotação esgotada com apresentações que misturaram cor, movimento e fantasia. As versões juvenis de Aladino, Alice no País das Maravilhas e Teen Beach Movie funcionaram tanto como espetáculo quanto como exercício pedagógico.
Palco como sala de aula
As peças foram encenadas pelas turmas do 1.º ciclo e pelo Jardim Infantil da Quinta dos Bacelos, fruto de meses de preparação que envolveram professores, equipas educativas e as próprias crianças. Cada apresentação resultou de um processo contínuo de trabalho: ensaios, construção de cenários e coordenação entre várias disciplinas.
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Ao transformar o auditório num espaço de experiência artística, a escola procurou estimular não só a expressão criativa, mas também aptidões práticas que extrapolam o currículo tradicional. O público — famílias, amigos e membros da comunidade educativa — reconheceu esses ganhos ao esgotar os três espetáculos.
O que as apresentações trouxeram às crianças
- Autoconfiança: subir ao palco e assumir um papel contribuiu para que muitos alunos superassem timidez.
- Comunicação: exercícios de dicção, expressão corporal e interação com colegas reforçaram competências verbais e não verbais.
- Trabalho em equipa: a organização das cenas, figurinos e adereços exigiu cooperação entre turmas e famílias.
- Aprendizagem prática: a montagem artística serviu como projeto integrador, reunindo linguagem, música e artes visuais.
Além do impacto direto nos alunos, os espetáculos funcionaram como ponto de encontro comunitário, aproximando a escola das famílias e reforçando laços locais.
Declarações da organização
Sancha Menino, representante da instituição, sublinhou que estes eventos são o resultado de um percurso educativo. Segundo ela, as apresentações sintetizam meses de esforço e proporcionam às crianças experiências que as acompanham para além da infância.
Para Miguel Branco, presidente da ABEI, a aposta nas artes é uma componente essencial da formação: teatro, música e dança, na sua perspetiva, ajudam os alunos a descobrir capacidades e a ganhar segurança para enfrentar outros contextos escolares e sociais.
Com a experiência recente, a escola reforça a ideia de que iniciativas culturais são ferramentas pedagógicas de elevado valor — e prepara já novas propostas para manter esse vínculo entre cultura, educação e comunidade.












