PS solicita ao titular da pasta soluções de calendário para tornar os exames nacionais mais justos

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O Partido Socialista pediu ao ministro da Educação medidas para ajustar o calendário dos exames nacionais, depois dos problemas na classificação e divulgação das notas. Enquanto o PS reclama diálogo com universidades e institutos politécnicos, o ministro anunciou que mantém o cronograma da primeira fase de acesso ao ensino superior e identificou erros no processo.

Pedido de negociação com instituições

Na sede do PS, em Lisboa, o deputado Porfírio Silva apelou ao ministro para que trabalhe em conjunto com reitores e presidentes dos politécnicos na busca de soluções de calendário “justas para todos”.

Para o socialista, cabe ao Governo cooperar com as instituições de ensino superior para minimizar prejuízos aos estudantes e famílias, mesmo admitindo que não existe uma solução perfeita para o atual imbróglio.

Críticas à preparação técnica

Porfírio Silva criticou a falta de consulta aos órgãos técnicos, nomeadamente ao Júri Nacional de Exames, sobre a generalização de um teste-piloto usado no ano anterior. Na sua opinião, essa ausência de diálogo é uma responsabilidade política do ministério.

O deputado disse ainda ser “incompreensível” que o ministro tenha afirmado existir normalidade nas escolas face ao que descreveu como intranquilidade visível entre alunos e docentes.

Confusão com a divulgação das pautas

O PS apontou que a publicação das notas na sexta-feira gerou confusão e que o calendário político das promessas pode ter sido priorizado em detrimento da fiabilidade do processo. Porfírio Silva defendeu que as pautas só deveriam ter sido afixadas quando existisse garantia de que eram confiáveis para todos.

O deputado pediu também que o ministério reavalie a cobrança pela reapreciação dos exames, propondo a gratuitidade dessas apreciações para assegurar aos alunos a certeza de terem as suas provas corretamente avaliadas.

Posição do ministro e medidas anunciadas

Em conferência de imprensa, Fernando Alexandre admitiu erros na classificação das provas e explicou que os alunos afetados poderão realizar exames numa época especial em setembro. Apesar dos constrangimentos, o ministro decidiu manter o calendário da primeira fase de acesso ao ensino superior.

Fernando Alexandre recusou o pedido para anular a taxa de reapreciação de 25 euros, descrevendo-a como uma “taxa moderadora”. Sobre a sua continuidade no Governo, afirmou que cumpriu a sua missão no processo de classificação e que o seu cargo não está em risco.

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