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As buscas por Arran Strong, surfista britânico de 28 anos, foram retomadas na manhã desta quarta-feira depois de terem sido suspensas na terça-feira ao anoitecer, confirmou a Autoridade Marítima Nacional. O caso, iniciado na segunda-feira na zona da Arrifana (Aljezur), mantém a comunidade do surf em alerta e levanta questões sobre segurança em travessias de stand up paddle.
O que aconteceu
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Segundo a Autoridade Marítima Nacional, o jovem entrou em dificuldades durante uma travessia de Monte Clérigo para a Carrapateira e acabou por desaparecer no mar. O companheiro que o acompanhava foi resgatado por uma embarcação de pesca que se encontrava nas imediações.
O nome da vítima foi divulgado pelo próprio colega de mar, José Maria Pyrrait. Nas redes sociais, Pyrrait relatou que ambos tinham feito uma pausa ao largo da Arrifana para beber água e tirar fotos. Depois de retomarem a travessia, reparou que a prancha do amigo seguia à deriva a cerca de 100 metros.
Ele conta que nadou e mergulhou várias vezes na tentativa de o localizar, mas encontrou grande profundidade e baixa visibilidade. Um pescador local recolheu-o, assim como as pranchas, e a área foi vasculhada durante cerca de duas horas e meia com o auxílio da sonda do barco. Pyrrait descreveu a probabilidade de encontrar o amigo com vida como “praticamente nula”.
Operações de busca
As buscas foram retomadas com um ligeiro alargamento do perímetro. A ação decorre sob coordenação do capitão do porto e do comandante local da Polícia Marítima de Lagos.

- Meios participantes: elementos da estação salva-vidas de Sagres, equipa local da Polícia Marítima de Lagos, o Projeto SeaWatch e uma aeronave da Força Aérea Portuguesa.
- Pausa e retoma: operações interrompidas ao início da noite de terça-feira sem resultado e retomadas na manhã seguinte.
- Apoio a familiares: o gabinete de psicologia da Polícia Marítima foi ativado para acompanhar a família da vítima.
Contexto desportivo
Arran Strong ocupava o sexto lugar na classificação da Liga portuguesa de surf e aparecia no 46.º posto das qualifying series da World Surf League. A sua ausência nas águas da Arrifana foi imediatamente sentida pela comunidade do surf nacional e internacional.
Até ao momento não há registo de recuperação do corpo ou de qualquer outro desfecho. A Autoridade Marítima Nacional mantém as operações enquanto as condições meteorológicas e de segurança o permitirem.
O caso sublinha a importância de precauções adicionais em travessias costeiras, sobretudo em trechos com variações de profundidade e visibilidade reduzida. As autoridades recomendam que praticantes avaliem riscos e tomem medidas preventivas antes de sair em alto mar.











