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O ministro da Administração Interna enfrenta, esta terça‑feira, um dia decisivo no Parlamento: audição matinal numa comissão e, à tarde, debate e votação de uma moção de censura que pode condicionar a sua permanência no Governo. As sessões ocorrem num contexto em que o governante está sujeito a vários inquéritos e processos judiciais.
Processos judiciais em curso
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Luís Neves é alvo de três inquéritos-crime no Ministério Público, além de um processo no Tribunal de Contas e de uma investigação no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja. Esses procedimentos constituem o pano de fundo das intervenções parlamentares previstas para hoje.

Audição na comissão
A sessão de manhã começa às 10h00, na sala do Senado, na Comissão de Assuntos Constitucionais. Neves tem até 15 minutos para a intervenção inicial, seguida por duas rondas de perguntas dos deputados, com prioridade dada ao maior grupo da oposição, o Chega.

Na semana passada, o ministro afirmou estar disponível para responder às questões de André Ventura. Ainda assim, não haverá um confronto direto: o líder do Chega não integra essa comissão e descartou a presença por via de substituição dos deputados do partido — entre os nomes que costumam representar a bancada está a deputada Cristina Rodrigues.
Moção de censura em plenário
Às 15h00, em plenário, André Ventura abre o debate da moção de censura que apresentou contra o ministro, com um discurso limitado a 12 minutos. O primeiro‑ministro dispõe do mesmo tempo para a resposta em defesa do Governo.
A discussão foi agendada para durar 171 minutos, aproximadamente três horas, e a votação está prevista para cerca das 18h00. Para que a moção fosse aprovada e o Executivo perdesse o apoio parlamentar seria necessária a convergência do PS com o Chega — hipótese que o próprio PS já disse não contemplar.











