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A Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou hoje que não apoiará a recandidatura de Gianni Infantino à presidência da FIFA nas eleições de 18 de março de 2027, decisão motivada pela perda de confiança após um polémico projeto de abertura do Mundial a parceiros privados. A saída de França acrescenta pressão a uma série de federações europeias que já tinham esboçado resistência ao atual presidente.
O anúncio foi feito de forma unânime pelo comité executivo da FFF, segundo o presidente Philippe Diallo, que justificou a decisão com a sensação de que a liderança da FIFA deixou de corresponder aos princípios defendidos pela federação francesa.
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Para Diallo, a FFF tem uma posição especial para intervir: além de ser uma das federações históricas na origem da instituição, a França mantém uma presença de topo no futebol internacional — um argumento que a federação usou para legitimar a sua posição pública.
O que aconteceu e por que isso importa agora
Nas últimas semanas, o plano apresentado por Infantino para permitir que investidores privados detivessem até 20% das competições da FIFA gerou forte reação. Embora a proposta tenha sido retirada, a controvérsia deixou marcas e motivou sinais claros de desagrado entre membros influentes.

- Decisão da FFF: apoio retirado por unanimidade do comité executivo.
- Contexto europeu: Itália, Bélgica, Suécia e Escócia já haviam anunciado posições semelhantes.
- Projeto contestado: medida para abrir a gestão do Mundial a investidores privados — proposta posteriormente suspensa.
- Próximos passos: a FFF vai iniciar consultas para definir que candidato apoiará em 2027.
O efeito imediato é político: a perda de um apoio relevante fragiliza a imagem de Infantino e pode criar espaço para alianças contrárias à sua continuidade. Mas há também repercussões práticas relacionadas com a governança do futebol e com a relação entre entidades públicas, clubes e investidores.
Implicações para a eleição e para o futebol
Do ponto de vista eleitoral, a retirada de apoios aumenta a incerteza. Ainda que Infantino seja, até agora, o único candidato oficial, a movimentação de federações como a francesa abre caminho a uma disputa mais aberta e a negociações nos bastidores.

Em termos de governança, a reação mostra sensibilidade crescente a propostas que envolvam capital privado no núcleo das competições. Há dois riscos em jogo: a perda de controlo por parte das federações nacionais e a percepção pública de falta de transparência nas decisões da FIFA.
Também estão em causa relações com patrocinadores e com o público: mudanças profundas na estrutura financeira dos torneios podem alterar contratos, audiências e a própria força dos campeonatos internacionais.
O que observar nas próximas semanas
- Quais federações se juntarão formalmente à posição da FFF.
- Se novos candidatos surgirão para desafiar Infantino até o prazo de registo.
- Como a FIFA responderá em termos de comunicação e possíveis revisões de governança.
Até lá, a FFF disse que conduzirá consultas internas e externas para escolher um eventual candidato e que pretende agir “no interesse do futebol” — expressão usada para sublinhar que a decisão busca defender princípios institucionais e desportivos, segundo os seus responsáveis.
Infantino, à frente da FIFA desde 2016, confirmou recentemente que pretende recandidatar-se em 2027 e permanece, por ora, como o nome declarado na corrida. O calendário eleitoral e as movimentações das federações nos próximos meses serão determinantes para a configuração final desta disputa.











