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Em Campo de Ourique, um estúdio de luta aberto em novembro de 2025 traz um olhar diferente sobre boxe, kickboxing e muay thai: pequenos grupos, acompanhamento próximo e uma clientela maioritariamente feminina. O Fight Culture já atraiu nomes conhecidos e aposta em treinos adaptáveis — uma proposta prática para quem busca técnica mais do que confronto.
João Vitor, 32 anos e natural de São Bernardo do Campo (São Paulo), é o treinador e fundador. Chegou a Portugal a 4 de maio de 2025 e transformou a experiência de uma carreira em artes marciais numa oferta local: lutador de MMA, praticante de boxe e kickboxing, foi campeão da Taça de Portugal em kickboxing em 2025 e dá aulas desde os 20 anos.
O estúdio abriu num espaço de cerca de 60 m², num antigo escritório perto do Jardim da Estrela — uma escolha pensada pela proximidade com zonas onde já se via muita gente a treinar ao ar livre e também pela conveniência para quem mora na área.
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Alunos e dinâmica das aulas
Entre as primeiras alunas públicas a treinar no Fight Culture estão Sofia Ribeiro, Inês Isaías, Vicky Montanari e Jenn Mouchélas. O fundador destaca habilidades diferentes em cada uma: técnica apurada, dedicação, motivação pessoal — e, em alguns casos, força de golpe que surpreendeu o treinador.
O formato das sessões é deliberadamente reduzido: no máximo quatro alunos por aula, com possibilidade de marcar sessões individuais. A proposta é garantir atenção direta do professor sem exigir experiência prévia em modalidades de combate.
“A ideia é fugir do modelo de grandes turmas onde muita gente acaba por passar despercebida”, explica João Vitor, resumindo o propósito do espaço.
Como são os treinos
As aulas combinam técnica, mobilidade e fortalecimento. Não se trata de colocar os participantes a lutar entre si, mas de trabalhar estações com saco de pancadas, exercícios funcionais e correção de movimentos com supervisão contínua do professor.

- Boxe: foco nos membros superiores e na técnica de soco.
- Kickboxing: adiciona trabalho de pernas e coordenação entre braços e pernas.
- Muay thai: incorpora cotoveladas e outras ferramentas específicas da modalidade.
Além da componente física, a música tem papel claro nas sessões: reggaeton, salsa e outras batidas que o treinador usa como forma de motivação e para criar um ambiente diferente do habitual em ginásios.
Quem frequenta
O público do espaço é, em grande parte, feminino — algo que o fundador considera relevante. O objetivo é mostrar que desportos de combate são acessíveis a diferentes idades e condições físicas, com adaptações quando necessário.
“Quero que qualquer pessoa — desde alguém com mais idade até quem tem alguma limitação — perceba que pode treinar luta de forma adaptada”, afirma João Vitor.
| Morada | R. Freitas Gazul 15B, 1350-148 Lisboa |
| Contactos | (+351) 963 631 744 |
| Redes | Instagram · Website |
| Horário | Seg–Sex: 07:00–21:00 · Sáb: 09:00–12:00 |
| Preços | Desde 20€ (aulas de grupo — 1h). Sessões particulares: ~60€ (1h). |
| Tipo | Estúdio de luta / ginásio |
O estúdio procura distanciar-se da estética agressiva ligada às salas de combate: decoração com tom vintage, plantas e quadros para um ambiente mais luminoso e acolhedor.
Desde quem procura condicionamento físico a quem quer aprender técnica de combate, a proposta do Fight Culture é prática e centrada no acompanhamento. Para leitores interessados em treinos pequenos e orientados, vale a pena conhecer pessoalmente para avaliar se o formato encurta a distância entre atenção técnica e progresso real.











