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Pedro Proença comentou hoje, durante a inauguração do novo Centro de Formação da Associação de Futebol do Porto, o processo disciplinar aberto contra Cristiano Ronaldo após a saída do jogador do estágio da seleção. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol pediu serenidade e sublinhou que as instâncias competentes vão avaliar o caso de forma independente.
Questionado pelos jornalistas, Proença evitou entrar em detalhes e afirmou que não fará comentários sobre a matéria enquanto o procedimento decorre. Reforçou, contudo, que tanto a Federação como o selecionador desejam que o capitão volte a integrar a equipa o mais rapidamente possível e que existe uma vontade clara do próprio jogador de regressar.
Na manhã deste sábado, a FPF confirmou, através do seu Conselho de Disciplina, a instauração do processo. Segundo a nota oficial, a decisão da Secção Não Profissional foi datada de 9 de outubro de 2026 e tem por objetivo apurar os factos ocorridos em 7 de outubro de 2026.
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O comunicado acrescenta que, apesar de o jogador ter estado sujeito a uma suspensão preventiva automática até à abertura formal do processo, foi agora determinada uma suspensão preventiva não automática e atribuída natureza urgente ao procedimento. O caso já foi remetido à Comissão de Instrução Disciplinar da FPF e a publicidade foi suspensa até ao término da instrução.
O que vem a seguir?
Com o processo a cargo da comissão de instrução, o próximo passo é a notificação formal a Cristiano Ronaldo para que apresente a sua versão dos factos. A partir daí seguirá a instrução, eventual audiência e a decisão sobre a sanção.

Há impacto direto para a seleção: se a decisão não for conhecida antes dos compromissos de novembro, existe a possibilidade de o avançado falhar os jogos agendados.
Que sanções estão previstas?
- Segundo o artigo 160.º do Regulamento Disciplinar da FPF, a conduta de abandonar ou não comparecer injustificadamente a atividades da seleção pode resultar numa suspensão de 1 a 6 meses e numa multa.
- Fontes do jornal Record indicam que a admissão de culpa por parte do jogador, feita numa declaração pública esta semana, poderá reduzir a pena em metade.
- Na prática, a redução hipotética levaria a uma suspensão de cerca de 15 dias caso seja aplicada a pena mínima com atenuante, ou a aproximadamente 3 meses se for aplicada a pena máxima com redução.
Na sua mensagem pública, Ronaldo reconheceu o erro, pediu desculpa e assumiu que, por ser capitão, a sua conduta merece atenção acrescida — uma posição que, segundo a imprensa, pode ser considerada atenuante no julgamento disciplinar.
O caso segue em instrução e a FPF manteve a reserva quanto à divulgação de detalhes até ao fim do processo. A repercussão nas convocatórias e no desempenho da seleção é a principal questão imediata para adeptos e técnicos.
Notícia em atualização











