Mostrar resumo Ocultar resumo
O secretariado nacional da UGT aprovou esta quinta‑feira a sua plataforma reivindicativa para 2026-2027, centrada na recuperação do poder de compra e no reforço dos direitos laborais. No documento, o sindicato exige, entre outras medidas, que o salário mínimo nacional seja fixado acima de 1.000 euros a partir de janeiro de 2027.
Principais pedidos e metas salariais
A proposta da UGT pede que o salário mínimo supere os 1.000 euros em janeiro de 2027, ultrapassando os 970 euros previstos no atual acordo tripartido. O sindicato define também um referencial de aumento salarial de 5,5% para 2027 nas negociações coletivas, sem impedir aumentos superiores onde a situação económica o permita.
UGT pede salário mínimo nacional superior a 1.000 euros a partir de janeiro
Lisboa e Cascais: preço mediano das casas acima de 5.000 €/m²

Além do salário mínimo
Para a UGT, não basta atuar apenas no patamar mínimo. O plano sublinha a necessidade de elevar o salário médio e valorizar toda a estrutura remuneratória — incluindo carreiras e qualificações — para evitar o achatamento dos vencimentos.
O objetivo é garantir uma distribuição mais justa dos ganhos de produtividade e da riqueza criada, promovendo aumentos que alcancem diferentes níveis da estrutura salarial e não apenas o piso.
Negociação coletiva e direitos laborais
A organização defende o reforço da negociação coletiva, alargando a sua cobertura e melhorando o conteúdo das convenções coletivas. Ao mesmo tempo, rejeita retrocessos na legislação laboral e reclama mais direitos, tanto individuais como coletivos, para os trabalhadores.
Combater a precariedade e fomentar emprego estável e de qualidade com remunerações adequadas é outra prioridade apontada no documento, que também insiste na valorização da formação e das trajetórias profissionais.
Tecnologia, serviços públicos e habitação
Entre novas frentes de atuação, a UGT propõe a regulação da Inteligência Artificial no trabalho, com regras para transparência algorítmica, supervisão humana, proteção de dados e participação sindical.

O sindicato inclui ainda a defesa da Segurança Social, das pensões e dos serviços públicos, e exige uma resposta concreta à crise da habitação, com mais oferta acessível destinada a trabalhadores, famílias e jovens.
Igualdade, saúde no trabalho e transições justas
A estratégia também aborda a promoção da igualdade, a conciliação entre vida profissional e pessoal e a segurança e saúde no trabalho. A UGT quer assegurar que as transições digital, climática e demográfica ocorram de forma socialmente justa, sem transferir custos para os trabalhadores.
Na visão da UGT, o crescimento económico deve traduzir‑se em melhorias concretas nas condições de vida e de trabalho, e a modernização não pode servir de pretexto para reduzir direitos ou enfraquecer a negociação coletiva.











