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O 43.º Congresso Nacional do PSD encerra este domingo em Anadia, com a eleição dos novos órgãos do partido e a intervenção final do presidente e primeiro‑ministro, Luís Montenegro. O encontro, que no primeiro dia destacou críticas ao PS e ao Chega, chega à reta final com mudanças na direção e expectativas sobre a agenda política do Governo.
Direção: nomes novos e confirmações
A lista de liderança de Luís Montenegro inclui novas entradas entre os vice‑presidentes. O eurodeputado Sebastião Bugalho integra a equipa e deverá acumular funções de porta‑voz, ao lado dos presidentes das câmaras de Lisboa e do Porto, Carlos Moedas e Pedro Duarte.
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Entre os lugares já confirmados, Leonor Beleza mantém‑se como primeira vice‑presidenta e Hugo Soares continua como secretário‑geral. A ex‑ministra e atual comissária europeia Maria Luís Albuquerque encabeça a lista ao Conselho Nacional, órgão para o qual concorrem quatro listas distintas.
Discursos, presenças ministeriais e um retorno inesperado
Na sessão inaugural intervieram 14 dos 16 ministros do atual executivo PSD/CDS‑PP. Não marcaram presença a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e o líder do CDS‑PP, Nuno Melo, que também exerce as funções de ministro da Defesa.
Perto da meia‑noite do primeiro dia, o antigo líder do PSD e ex‑primeiro‑ministro Pedro Santana Lopes compareceu no congresso. Anunciou a sua reafiliação ao partido — do qual se havia desvinculado em 2018 para fundar o partido Aliança — e proferiu um longo discurso, apesar de a sala não estar cheia.
Quem participou no encerramento
Vários partidos enviaram representantes para a sessão de encerramento, mas nenhum deles enviou o seu secretário‑geral ou presidente, incluindo o parceiro de coligação.
- PS: Marcos Perestrello, Filipe Neto Brandão, Hugo Oliveira e a eurodeputada Carla Tavares.
- Chega: Rita Matias e Madalena Cordeiro.
- Iniciativa Liberal: Mário Amorim Lopes e Paulo Ventura.
- Livre: Jorge Pinto e Filipe Onório.
- PCP: Belmiro Magalhães e Fausto Neves.
- CDS‑PP: Telmo Correia e João Almeida, entre outros.
- JPP: Nuno Ribeiro, João Ribeiro e Vanessa Carvalho.
- PAN: Ernesto Morais e José Carvalho.
Agenda política e expectativas para o discurso de fecho
Luís Montenegro fará a última intervenção antes do encerramento e deverá dirigir‑se ao país. Na abertura do congresso sublinhou a intenção de imprimir um impulso reformista ao Governo e rejeitou a ideia de uma crise política após o chumbo parlamentar da proposta de alteração do Código do Trabalho.
Há dois anos, durante o congresso de Braga, o líder do PSD apresentou sete prioridades em áreas como segurança, imigração, saúde e recursos hídricos. Na altura, a promessa que recebeu maior apoio público foi a revisão do programa de Educação para a Cidadania.
Dois anos depois, o processo de revisão das aprendizagens de todas as disciplinas ainda não foi concretizado — estando prevista, segundo as informações apresentadas hoje, a entrada em vigor no ano letivo 2027/2028. Espera‑se que o encerramento em Anadia sirva para enumerar novas prioridades e fazer um balanço das reformas que o Governo atribui já ter concretizado em domínios como imigração, fiscalidade, habitação e administração pública.












