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David Guetta levou a “The Monolith Tour” ao Parque Papa Francisco, em Loures, no domingo 2 de agosto, diante de cerca de 35 mil espectadores, num concerto que confirmou o DJ francês como referência da música eletrónica ao vivo. A produção, marcada por pirotecnia e projeções gigantes, transformou o espaço num espetáculo audiovisual que reforça a aposta em shows cada vez mais imersivos.
Antes do cabeça de cartaz, o cartaz contou com nomes que misturam talento local e projeção internacional, oferecendo uma noite que também serviu de montra para artistas emergentes.
A sequência do espetáculo
Aberturas curtas e transições rápidas prepararam o público para uma primeira parte intensa, onde Guetta intercalou clássicos e lançamentos recentes. O arranque teve grande impacto sonoro e visual, e a programação musical foi pensada para manter a pista em movimento durante toda a noite.
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Entre os destaques técnicos estiveram luzes sincronizadas com o ritmo, painéis LED de grande formato e efeitos pirotécnicos no clímax de várias faixas.
Setlist e momentos que se destacaram
- Titanium abriu a lista de sucessos, garantindo a adesão imediata da plateia.
- Faixas históricas como Play Hard, Sexy Bitch e When Love Takes Over alternaram com temas mais recentes e remixes ao vivo.
- Na parte final, excertos de temas globais — incluindo referências a Rihanna — criaram um dos pontos mais celebrados da noite.
- O momento de maior surpresa foi a entrada de MORTEN para a interpretação de Men Machine, acompanhada por uma reação calorosa do público.
A seguir ao dueto com MORTEN, Guetta encerrou com uma sequência de hits que incluiu “Together”, “Love Tonight” e fechou a atuação com “The Best”, fechando um concerto focado nos sucessos que definiram diferentes fases da sua carreira.
A oportunidade para os artistas portugueses
O cartaz de abertura foi liderado por Tiago Cruz, seguido pelo produtor franco-britânico Maesic e por Layla Benitez, que tem vindo a ganhar visibilidade na cena eletrónica internacional. Para Tiago Cruz, tocar perante dezenas de milhares de pessoas num evento desta escala representa uma visibilidade rara no mercado nacional.
Para o público, a presença de talentos locais entre os suportes reforça a ideia de que digressões globais também podem funcionar como plataformas para artistas em crescimento.
O que a “The Monolith Tour” propõe
A digressão é descrita como uma experiência que une som e imagem — cenografia à escala, iluminação programada e efeitos especiais —, uma aposta que espelha a tendência das produções eletrónicas de grande orçamento por espetáculos cada vez mais cénicos.
Do ponto de vista do mercado de concertos, shows desse tipo mantêm a pressão sobre produtoras e promotores para elevarem a fasquia técnica e a oferta ao público, sobretudo durante a temporada de verão.
Fotografias do concerto mostram a magnitude da produção e a adesão do público no Parque Papa Francisco.










