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A vitória regional da direita radical na Saxónia-Anhalt gerou reações incomuns além fronteiras: líderes e figuras públicas fora da Europa reagiram com elogios, enquanto autoridades europeias expressam preocupação sobre o significado do resultado para o continente. A mistura de congratulações e alertas sublinha tensões políticas que ressoam para lá das urnas locais.
Saudações de Elon Musk e outros atores nos EUA
O candidato da Alternativa para a Alemanha (AfD) em Saxónia-Anhalt, Ulrich Siegmund, usou a plataforma X — propriedade de Elon Musk — para agradecer ao bilionário pelo que chamou de “apoio e pela sua perspetiva clara e extremamente importante sobre os desenvolvimentos políticos do nosso tempo”.
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Musk também havia felicitado a AfD em resposta a uma publicação de Alice Weidel, líder do partido. Pouco depois, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, partilhou no seu espaço digital, Truth Social, uma imagem com as projeções eleitorais, sem acrescentar comentário.
Eco vindo da Rússia
A publicação de Trump foi aproveitada por Kirill Dmitriev, figura próxima do presidente russo, que qualificou o desfecho como uma “vitória história para a pragmática AfD”.

Essa reação pública ecoa alinhamentos anteriores do partido alemão, que tem mostrado posições favoráveis ao Kremlin e chegou a defender o fim do apoio da União Europeia à Ucrânia.
Alerta e reprovação entre líderes europeus
Em contraste com os elogios externos, responsáveis europeus manifestaram preocupação. Em França, um ministro descreveu o resultado como “um momento sério”, ligação que a notícia estabelece com a aproximação das eleições presidenciais francesas.
O ministro delegado para a Europa, Benjamin Haddad, frisou: “o nacionalismo e a xenofobia nunca foram uma solução”. Acrescentou ainda que “Devemos ouvir com humildade a raiva, as preocupações, os medos, e responder-lhes” e avisou: “Não podemos esquecer a nossa história. É esse o significado por detrás das escolhas feitas pela França e pela Alemanha.”
Do Leste europeu, o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, foi direto ao criticar qualquer celebração estrangeira do resultado. Num comentário dirigido à cena política doméstica e internacional, afirmou que “só idiotas ou traidores podem rejubilar com o triunfo da AfD na Alemanha”.
O desfecho na Saxónia-Anhalt acendeu, assim, um debate que combina congratulações transatlânticas e russofília por um lado, e apelos a vigilância democrática e remissão histórica por outro. Para a União Europeia, essas reações terão implicações políticas que se estendem para além das fronteiras alemãs.











