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A Câmara de Abrantes avançou com a adjudicação da instalação da mecânica de cena do Cine-Teatro São Pedro, um dos últimos passos para reabrir o equipamento. O contrato foi atribuído a uma empresa privada por um valor próximo de 924 mil euros, mas a autarquia mantém calendário apenas indicativo entre o final deste ano e o início de 2027.
Valor, adjudicatária e formalidades
O contrato foi entregue à empresa Alberto Sá, Lda. pelo montante de cerca de 923.807 euros mais IVA, abaixo do preço base definido no novo procedimento. A decisão foi assinada pelo presidente da câmara a 24 de agosto e confirmada pelo executivo municipal na reunião mais recente.
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Antes de a obra arrancar fisicamente, o acordo terá de ser apreciado pelo Tribunal de Contas. O prazo de execução previsto no contrato é de 90 dias a contar do início dos trabalhos.
Por que isto importa agora
O movimento administrativo aproxima a conclusão das intervenções num espaço cultural emblemático da cidade, encerrado há anos, com impacto direto na programação cultural local e nos cofres municipais. A indefinição sobre a data de reabertura, porém, mantém-se e condiciona agendas de eventos e orçamentos futuros.
- Empresa adjudicatária: Alberto Sá, Lda.
- Valor contratado: cerca de 923.807 € + IVA
- Prazo de execução: 90 dias
- Revisão obrigatória: apreciação pelo Tribunal de Contas
- Estado do equipamento: fechado desde janeiro de 2018
- Obras em curso: restauro, ampliação e instalação de equipamentos técnicos
Histórico do processo e atrasos
As intervenções no Cine-Teatro São Pedro começaram no final de 2022, depois de o edifício ter sido adquirido pela câmara em 2020. A reabertura chegou a ser apontada para 2025, mas sucessivos ajustes nos trabalhos e nos concursos técnicos empurraram o prazo.
Em abril deste ano o primeiro procedimento para a mecânica de cena, com preço base lançado em cerca de 680 mil euros, foi anulado pela autarquia por problemas no caderno de encargos — medidas que a oposição interpretou como retrocesso e que motivaram críticas sobre o custo dos atrasos para os contribuintes.
O que falta para abrir
Segundo a presidência da câmara, a maior parte da obra civil está concluída. Restam, contudo, a instalação dos sistemas de iluminação e som, a mecânica de cena contratada agora e o fecho definitivo do piso do palco, que depende desses equipamentos.

O vereador da Cultura salientou que a anulação do primeiro concurso serviu para corrigir referências técnicas e evitar riscos de nulidade do novo procedimento, argumento que a Câmara usa para justificar a pausa administrativa anterior.
Reacções e incógnitas
O PSD local questionou a gestão do processo e os custos decorrentes do adiamento, enquanto o executivo defende que as correções eram necessárias para garantir um procedimento válido e atual. Para os responsáveis pela obra, a prioridade é garantir que os equipamentos técnicos correspondam às especificações atuais, mesmo que isso implique mais tempo.
Apesar das certezas sobre a adjudicação, a Câmara evita comprometer uma data definitiva de abertura. O objetivo publicamente apontado é tentar uma reabertura ainda este ano, com a alternativa sendo o início de 2027 — persistindo, no entanto, a possibilidade de novos ajustes caso sejam identificadas incongruências ou atrasos na instalação.
Enquanto isso, moradores, associações culturais e programadores locais continuam à espera de um calendário firme para o retorno do espaço, que desde 1949 ocupa lugar de referência no panorama cultural de Abrantes.











