Iniciativa Liberal desafia executivo a pôr imóveis públicos vazios para arrendamento

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A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, apelou ao primeiro‑ministro para que concretize medidas prometidas para aliviar a crise da habitação, apontando para centenas de imóveis estatais vazios no distrito de Castelo Branco. Durante uma visita a Idanha‑a‑Nova, a deputada pediu ainda propostas práticas da esquerda e comentou a investigação em curso sobre a atuação policial numa manifestação no Porto.

Pressão pelo aproveitamento de imóveis do Estado

Leitão desafiou o primeiro‑ministro a assumir responsabilidade pela resolução do problema habitacional e a avançar com a disponibilização dos imóveis públicos que, segundo ela, permanecem fechados.

Portas fechadas de edifício público com caixas de correio

Recordou que, em 2024, o chefe do Governo teria prometido pôr esses imóveis “à disposição das pessoas” em 60 dias. “Passaram‑se dois anos e meio”, afirmou, questionando por que a medida ainda não foi implementada e que passos são necessários para a sua execução.

O exemplo de Castelo Branco

Na sua intervenção, a dirigente da IL mencionou a cidade de Castelo Branco como caso concreto: disse existir mais de 100 imóveis devolutos do Estado que poderiam ser convertidos para arrendamento acessível.

Casas devolutas em área urbana de Castelo Branco
Vários imóveis devolutos no distrito de Castelo Branco poderiam servir para arrendamento.

Leitão sublinhou a dificuldade para muitas famílias, citando baixos salários e rendas muito elevadas, e pediu que o Governo garanta a disponibilização desses imóveis para habitação.

Crítica às propostas da esquerda

A líder liberal lançou um apelo às forças de esquerda para apresentarem soluções que, na sua opinião, sejam eficazes. Pediu propostas “que resultem” e advertiu para medidas que, segundo ela, já mostraram resultados contrários noutros contextos.

Como exemplo, referiu Espanha: disse que no dia em que foi aprovado um decreto com tetos às rendas cerca de 4.000 casas teriam saído do mercado de arrendamento. A observação foi apresentada como argumento para contestar certas intervenções regulatórias propostas pela esquerda e pelo PS.

Manifestação no Porto e investigação policial

Questionada sobre a intervenção policial registada numa manifestação no Porto, Mariana Leitão lembrou que existe uma averiguação em curso para apurar se a atuação foi proporcional.

Para a dirigente, caso se conclua que houve desproporção, deverão haver consequências. Ainda assim, solicitou prudência até à divulgação do relatório da auditoria, evitando tirar conclusões antecipadas.

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