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Um cidadão canadiano que viajou no navio de expedição Hondius e foi depois diagnosticado com hantavírus regressou ao Canadá num voo onde havia 12 tripulantes portugueses. A Direcção‑Geral da Saúde (DGS) afirma não existir, até ao momento, qualquer prova de transmissão ligada a esse repatriamento, mas o caso reacende preocupação sobre contactos a bordo e medidas de rastreio.
O que se sabe sobre o voo e o caso confirmado
A pessoa infetada integrou o grupo de cidadãos canadianos repatriados de Tenerife para o Canadá no dia 10 de Maio. Durante a deslocação aérea, passageiros utilizaram máscaras FFP2/N95; a equipa portuguesa usou máscaras cirúrgicas e luvas, segundo a DGS.
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O doente deu entrada em hospital na Colúmbia Britânica após apresentar sintomas ligeiros, e as autoridades locais confirmaram a infecção pelo hantavírus Andes. A DGS sublinha que não há, até agora, evidências de transmissão secundária associada ao voo e que o avião foi descontaminado após a aterragem.
Por que a DGS descarta risco aumentado em Portugal
De acordo com as orientações nacionais e a literatura científica, os sintomas do caso surgiram quatro dias depois do voo, isto é, fora do período em que a pessoa seria considerada contagiosa.
A Direcção‑Geral acrescenta que a transmissão pessoa-a-pessoa do hantavírus Andes é pouco frequente e normalmente ocorre apenas em contactos prolongados e próximos, com exposição a secreções ou fluidos corporais.
- Data do repatriamento: 10 de Maio.
- Tripulação portuguesa a bordo: 12 elementos.
- Medidas durante o voo: passageiros com FFP2/N95; tripulação com máscara cirúrgica e luvas.
- Descontaminação: aeronave sujeita a limpeza após chegada.
- Período de transmissibilidade: paciente só apresentou sintomas quatro dias depois do voo.
O contexto do surto e as avaliações internacionais
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou um surto pela variante andina do hantavírus a 2 de Maio. Desde então foram reportados 11 casos, incluindo três mortes.
A agência considera o risco moderado para ex‑passageiros e tripulantes do navio onde o vírus foi identificado inicialmente, e baixo para a população em geral.
Segundo a OMS, tudo aponta para que a primeira infecção tenha ocorrido antes do início da expedição a bordo, a 1 de Abril — há registos de um passageiro com sintomas já a 6 de Abril — e um cidadão neerlandês de 70 anos morreu a bordo a 11 de Abril.
Implicações práticas
Para viajantes e tripulantes, as principais recomendações mantêm‑se: monitorização de sintomas, uso de máscaras em contexto de doença respiratória e contacto imediato com as autoridades de saúde se surgirem sinais compatíveis.
Para a população em Portugal, a DGS não identifica, para já, um risco acrescido. No entanto, as autoridades continuam a acompanhar casos e a actualizar orientações conforme novas evidências surgirem.












