Setecentos? Não — 570 novos agentes da PSP concluem esta quinta-feira o curso de formação e a maior parte será destacada para os aeroportos: 360 seguirão para a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, segundo a própria polícia. A mudança visa reforçar o controlo nas fronteiras aéreas e reduzir as filas para passageiros fora do Espaço Schengen durante o pico de veraneio.
A cerimónia de juramento de honra do 21.º curso realiza-se na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas, num momento em que a corporação tenta responder ao aumento de tráfego aéreo e à pressão sobre os postos fronteiriços.
Fonte da Polícia de Segurança Pública informou a agência Lusa que, do total de 570 novos agentes, 360 foram integrados na UNEF (Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras) e os restantes 210 ficaram afetados ao Comando Metropolitano de Lisboa.
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Os agentes enviados para a UNEF vão iniciar de imediato um curso complementar de guarda de fronteira com duração de quatro semanas. Está previsto que entrem em serviço nos aeroportos no início de julho — um reforço operacional pensado para o período de maior movimento.
- Distribuição por aeroportos:
- Lisboa: 150 agentes
- Porto: 90 agentes
- Faro: 70 agentes
- Açores: 30 agentes
- Madeira: 20 agentes
- Formação adicional: curso de guarda de fronteira — 4 semanas.
- Objetivo operacional: reduzir tempos de espera para passageiros fora do Espaço Schengen durante o Verão.
A PSP justifica a concentração de reforços na área de Lisboa não só pela densidade populacional e tráfego aéreo, mas também porque muitos dos quadros necessários às funções centrais — Direção Nacional, Unidade Especial de Polícia, ISCPSI, serviços sociais e Polícia Municipal de Lisboa — são recrutados preferencialmente desse comando.
O destaque para os aeroportos integra o plano de contingência da polícia para o Verão, quando os fluxos de passageiros e as necessidades de fiscalização costumam subir de forma abrupta.
Apesar da entrada destes 570 agentes, a corporação continua a enfrentar dificuldades de recrutamento: está programado um novo curso com 683 candidatos para começar em junho e terminar em dezembro, um número que ainda fica aquém das 800 vagas previstas originalmente.
Essa lacuna de pessoal, persistente há vários anos, tem impacto direto na capacidade de resposta da PSP em frentes distintas — desde o controlo fronteiriço até operações internas e serviços de apoio social — e condiciona o planeamento para a época alta.
Para os passageiros, a entrada dos novos agentes deverá traduzir-se em processos de verificação mais ágios e em redução das filas nos pontos de controlo documental, sobretudo nas rotas internacionais fora do Espaço Schengen.
As movimentações agora anunciadas refletem uma estratégia operacional de curto prazo: alocar recursos onde a procura imediata é maior, enquanto se tenta repor o efetivo a médio prazo com as turmas seguintes.












