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No primeiro trimestre de 2026 houve um aumento notável no número de pessoas relacionadas com crimes de violência na intimidade: são 709 a mais do que no mesmo período de 2019, segundo dados trimestrais divulgados esta quarta-feira pela CIG. A tendência aponta para maior pressão sobre mecanismos de proteção e sobre as forças de segurança no terreno.
O que os números mostram
Os dados publicados pela comissão revelam variações em vários indicadores. Cresceu o número de arguidos vigiados com pulseira eletrónica, mas também aumentou quem responde a processos com outras medidas de coação, sem vigilância eletrónica.
Ao mesmo tempo, registou-se um acréscimo nas queixas dirigidas às forças de segurança — tanto à PSP quanto à GNR — ainda que esse aumento seja descrito como ligeiro face ao trimestre anterior.
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- Comparação com 2019: +709 pessoas nos primeiros três meses de 2026.
- Vigilância eletrónica: crescimento no número de suspeitos com pulseira eletrónica.
- Medidas de coação: mais arguidos sujeitos a alternativas não eletrónicas.
- Queixas à polícia: aumento tanto na PSP quanto na GNR, mas de forma moderada em relação ao trimestre anterior.
- Proteção a vítimas: o sistema de teleassistência para vítimas atingiu um novo nível máximo de cobertura.
Impactos práticos
Para as vítimas, o crescimento do serviço de teleassistência significa que mais pessoas têm acesso imediato a um canal de proteção e acompanhamento. Porém, o aumento simultâneo de arguidos sob diferentes medidas de coação pode indicar uma maior complexidade na gestão de casos pelas autoridades judiciais e policiais.
As forças de segurança poderão enfrentar maior carga de trabalho operacional — desde o acompanhamento de dispositivos eletrónicos até o processamento de queixas — e as estruturas de apoio social e jurídico podem precisar de mais recursos para acompanhar a demanda.
O que fica em aberto
Os números não esclarecem, por si só, se a tendência resulta de alterações na incidência dos crimes, em maior confiança das vítimas para denunciar, ou em mudanças administrativas no registo e na aplicação de medidas. Investigadores e decisores vão acompanhar trimestres futuros para entender se essa elevação se mantém.
Enquanto isso, especialistas em políticas públicas e segurança têm diante de si a tarefa de avaliar recursos, prioridades de prevenção e mecanismos de acompanhamento às vítimas, numa fase em que os indicadores sinalizam mudança.












