Montenegro diz não estar preocupado com o rumo da sua vida política

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Luís Montenegro abriu este sábado o 43.º Congresso do PSD, em Sangalhos (Anadia), afirmando não estar preocupado com o seu futuro político e prometendo não ceder a pressões. A intervenção marcou o arranque do encontro partidário que decorre até domingo no Velódromo de Sangalhos.

Mensagem interna e tom do discurso

Montenegro recordou que foi eleito pela terceira vez presidente do partido e sublinhou que essa escolha não foi um erro. Disse não se deixar intimidar e mostrou-se disposto a assumir riscos e a manter ambições para o país, sem explicar a que críticos ou contextos concretos se referia.

O líder social-democrata assegurou que a sua posição não nasce da arrogância, mas de um sentido de dever e de desprendimento. “Nós não governamos por causa das eleições, mas a causa de ganharmos eleições é governarmos bem”, afirmou, frase que o próprio texto do congresso associou a uma passagem recordada de um antigo líder do PSD.

Governar com firmeza e sem pressa

Ao longo de cerca de meia hora de intervenção, Montenegro pediu uma abordagem determinada: governar para levar o país adiante, com firmeza e sem ceder à pressa. Prometeu foco na execução das metas do Governo e na continuidade do trabalho já em curso.

— “Está a ser feito e vai continuar a ser feito. Nós vamos trabalhar para fazer Portugal maior“, disse, citando o título da sua moção estratégica.

Prioridades políticas e administrativas

Entre as prioridades apontadas figuram a modernização da administração pública e a redução da burocracia. Montenegro falou em um Estado mais eficiente, mais transparente e empenhado em promover igualdade de oportunidades e reduzir as desigualdades territoriais.

Defendeu ainda que as transformações em curso já estão a produzir efeitos e que o país não será o mesmo que encontraram há dois anos. “Este Portugal está a acontecer”, afirmou, insistindo que o objetivo é um país mais moderno, credível e atrativo.

Relação com a sociedade e com os meios de comunicação

O primeiro-ministro afirmou saber ouvir os sinais vindos da sociedade, especialmente aqueles que vêm dos cidadãos comuns. Em contrapartida, criticou vozes mediáticas que, a seu ver, tentam falar em nome da população sem legitimidade.

Como resposta à oposição interna e externa ao seu trabalho, Montenegro defendeu que o partido e o Governo responderão com trabalho ao que descreveu como ruído, ressentimento e imobilismo.

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