Mostrar resumo Ocultar resumo
A 30.ª edição do programa Ciência Viva no Verão estreia nesta sexta-feira com quase 800 atividades espalhadas pelo país e um destaque óbvio: o eclipse solar de 12 de agosto, que inspira mais de 180 iniciativas. O evento, que decorre entre 15 de julho e 15 de setembro, oferece uma oportunidade rara para observar um fenómeno que será total em partes de Portugal — um atrativo imediato para curiosos, escolas e observadores.
Organizada pela Ciência Viva — Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, a programação mistura ações presenciais em museus, espaços naturais e planetários, bem como workshops práticos e sessões de observação.
Onde e como o eclipse será visto
Sporting goleia em Alcochete: exibição dominante pressiona rivais antes da temporada
Eclipse solar impulsiona celebração dos 30 anos do Ciência Viva no Verão
O eclipse solar de 12 de agosto cortará uma faixa estreita do globo que passa pelo Ártico, Gronelândia, Islândia, Espanha e Portugal. Em território nacional, apenas uma área limitada terá o fenómeno em totalidade; no restante país o eclipse será parcial, com variações importantes na percentagem de cobertura do disco solar.
| Local | Tipo | Obscurecimento estimado |
|---|---|---|
| Zona de Montesinho (Bragança) | Eclipse total | Totalidade por cerca de 26 segundos (máximo por volta das 19h30) |
| Porto | Parcial | 98,2% |
| Lisboa | Parcial | 94,5% |
| Faro | Parcial | 92,7% |
| Funchal (Madeira) | Parcial | 77,5% |
| Ponta Delgada (Açores) | Parcial | 76,9% |
No Nordeste Transmontano, dentro do Parque Natural de Montesinho, os cálculos mostram que o fenómeno começará por volta das 18h33 e terminará às 20h23, com o ponto máximo previsto próximo das 19h30. Para quem se deslocar especificamente à faixa de totalidade, trata‑se de um acontecimento raro: o último eclipse total visto em Portugal foi em 1912; o próximo só voltará a ocorrer em 2144.
Atividades relacionadas com o eclipse
Entre as muitas propostas agendadas para o dia 12 e para as datas anteriores e posteriores, organizadores apontam sessões em planetários, observações ao ar livre, palestras e oficinas práticas.
- Observações públicas em cidades como Lagos, Tavira, Estremoz, Constância e Vila do Conde;
- Eventos no arquipélago dos Açores, incluindo Vila do Porto;
- Festival Geração Ciência em Bragança (10 a 12 de agosto), com programação local e atividades para famílias;
- Workshops temáticos e sessões guiadas por astrónomos e mediadores científicos.
O festival em Bragança, preparado pelo Centro Ciência Viva local em parceria com a Câmara Municipal, concentra várias propostas nos dias que rodeiam o eclipse, numa aposta clara na mobilização de públicos locais e visitantes.
Novidades do programa e parcerias
Para além da atenção voltada ao eclipse, esta edição recupera uma colaboração com a Marinha Portuguesa que permite visitas a faróis ao longo da costa — uma das iniciativas de maior procura nos anos anteriores. A apresentação oficial da programação realizou‑se no Farol do Cabo da Roca, com uma visita guiada pelo faroleiro João Palma e uma sessão informativa com o coordenador do programa nacional do eclipse, Pedro Mota Machado, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.
A oferta de 2026 é diversa: explorações guiadas às margens de rios, experiências de impressão a cores como a cromolitografia, encontros sobre raças locais de caprinos, visitas a herbários e à única mina de sal‑gema do país. As atividades são conduzidas por investigadores, técnicos de museus, associações e autarquias, num formato informal pensado para o público geral.
Contexto e impacto
Iniciado em 1996 para aproximar a ciência do público, o Ciência Viva no Verão cresceu das praias para áreas rurais, urbanas e naturais. Ao longo de três décadas, o programa já reuniu cerca de 475 mil participantes, segundo dados da própria agência.
Para quem planeia assistir ao eclipse: segure a participação em eventos organizados por entidades credenciadas e utilize equipamentos de observação certificados — filtros solares apropriados ou projeção indireta — para evitar riscos à visão.
Embora o foco imediato seja o fenómeno de agosto, a continuidade do programa até 15 de setembro permite ao público estender a experiência científica ao longo do verão, com atividades que combinam natureza, património e investigação.












