Mostrar resumo Ocultar resumo
Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Leiria (SMAS) anunciam um reforço imediato da resiliência da rede após as falhas provocadas pela tempestade Kristin. O plano combina compra de geradores e instalação de um sistema interno de comunicações, medidas que visam evitar cortes de água e integrar resposta rápida em novos episódios de intempérie.
O que foi decidido
iPhone perde carga após atualização: Apple minimiza impacto
Clube de corrida em Faro reúne madrugadores: iniciativa de duas mulheres transforma manhãs na cidade
A administração dos SMAS prepara a aquisição de equipamentos e a adaptação das instalações para que esta infraestrutura funcione de forma autónoma em caso de falha na rede elétrica. Numa primeira fase, está prevista a compra de cerca de 16 geradores, com unidades desenhadas para serem deslocadas entre pontos conforme a necessidade.

Paralelamente, será implementada uma **rede de comunicações interna** — por rádio — para garantir o controlo e a coordenação mesmo quando as telecomunicações comerciais falharem. O conjunto das intervenções foi orçamentado em tranches: aproximadamente meio milhão de euros para geradores e adaptações físicas, mais cerca de 250 mil euros para a redundância das comunicações.
- Geradores: ~16 unidades móveis na primeira fase; instalação adaptada nas infraestruturas.
- Adaptações: obras e ligações elétricas para permitir funcionamento autónomo.
- Comunicações: sistema rádio interno para operação independente das redes públicas.
- Cronograma: procedimento concursal em preparação; lançamento previsto ainda este ano ou no início do próximo.
Como os geradores vão funcionar
Os equipamentos serão concebidos para serem amovíveis, o que permite deslocá‑los entre estações de água, estações elevatórias e outras infraestruturas conforme surjam falhas. A medida pretende reduzir o tempo de interrupção do serviço e minimizar o impacto em áreas residenciais e industriais do concelho.
Segundo a administração, o objetivo é que o sistema possa operar sem dependência da rede elétrica pública, assegurando o fornecimento em situações extremas.
Contexto: o legado da tempestade Kristin
Em 28 de janeiro, a passagem da depressão Kristin deixou milhares de clientes sem água em Leiria ao provocar cortes de energia que afetaram também a telegestão dos SMAS. Desde o início do incidente foram reportadas centenas de ocorrências: roturas na rede e outras avarias que exigiram respostas emergenciais.

Dados registados logo após a tempestade indicaram 244 ocorrências relacionadas com o sistema de abastecimento, das quais 141 corresponderam a roturas. Na fase aguda, muitas infraestruturas já contavam com geradores instalados, embora nem todos tenham permanecido em funcionamento ao longo das semanas seguintes.
Seis semanas depois, a 12 de março, quase 900 clientes chegaram a depender de geradores para receber água — uma situação que se normalizou nos dias posteriores.
Impacto mais amplo dos temporais
Kristin fez parte de uma sequência de depressões que afetaram Portugal no início do ano. Entre o final de janeiro e o início de março, as tempestades (incluindo Kristin, Leonardo e Marta) causaram pelo menos 19 mortos, centenas de feridos e deixaram milhares desalojados. Os danos materiais, com casas, empresas e infraestruturas afetadas, foram avaliados em mais de cinco mil milhões de euros.
Para os responsáveis pelos SMAS, as novas medidas visam reduzir vulnerabilidades identificadas nesse período crítico e acelerar a resposta em futuros episódios extremos.
O concurso público para aquisição e instalação está a ser preparado e deve ser lançado em breve, segundo a administração, garantindo que as obras e a entrega dos equipamentos ocorram no horizonte temporal definido.











