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Um grande incêndio que começou em Valpaços e alastrou a Mirandela continua a mobilizar centenas de operacionais e já deixou feridos, desalojados e prejuízos materiais significativos; entretanto, o Governo vai alargar a proibição do telemóvel nas escolas ao 3.º ciclo, com prazo de adaptação até ao início de 2027 — duas notícias que afetam diretamente famílias, alunos e comunidades locais.
Incêndio em Trás‑os‑Montes
As operações de combate ao fogo que deflagrou na terça‑feira em Valpaços e atingiu Mirandela seguem em curso. Em atualização recente, a Autoridade Nacional de Emergência informa que cerca de 80% do perímetro já está dominado, mas persistem duas frentes ativas que exigem vigilância e intervenção contínua.
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Até ao momento, as equipas no terreno contam com ampla mobilização de meios humanos e materiais: mais de 800 operacionais, quase 300 viaturas e recursos aéreos têm sido empregados nas operações. As câmaras municipais das zonas afetadas começaram a avaliar os estragos.
- Operacionais mobilizados: cerca de 800
- Veículos: quase 300
- Meios aéreos: 2
- Vítimas e danos: 5 feridos, 3 desalojados e 21 casas danificadas
- Área consumida em incêndio recente (outras zonas): cerca de 5 000 hectares num fogo já dominado que afetou Almeida, Guarda e Pinhal
As autoridades mantêm um apelo à precaução e à colaboração das populações — quer no respeito por eventuais restrições de circulação quer na prontidão para medidas de proteção civil. A prioridade imediata é consolidar o perímetro e proteger habitações e infraestruturas próximas.
Telemóveis nas escolas: extensão da proibição até ao 9.º ano
O Governo aprovou em Conselho de Ministros a inclusão do terceiro ciclo na proibição do uso de telemóveis nas escolas públicas, uma medida que já vinha sendo recomendada para o 1.º e 2.º ciclos e que passa agora a abranger até ao 9.º ano.
O ministro da Educação anunciou um período de transição até dezembro, com entrada em vigor prevista para o dia 1 de janeiro de 2027. A formação da decisão baseou‑se, segundo o executivo, em inquéritos junto de diretores e em experiências de escolas que relatam mais interação entre alunos e menos episódios de indisciplina sem o uso generalizado de smartphones.
A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas saudou a medida, mas apelou à colaboração das famílias para a sua aplicação prática. Os responsáveis escolares pedem, também, que as equipas e os encarregados de educação recebam orientações claras durante o período de adaptação.
- Medida aprovada: proibição do telemóvel até ao 9.º ano
- Transição: período até dezembro de adaptação
- Vigor: a partir de 1 de janeiro de 2027
- Justificação oficial: promoção da socialização e redução da indisciplina, segundo inquéritos a diretores
Implicações para pais e escolas
A extensão da proibição altera rotinas familiares e procedimentos escolares — desde regras de entrega/recolha de dispositivos até mecanismos de comunicação de emergência. As escolas prometem elaborar orientações práticas, mas a eficácia dependerá da cooperação entre comunidade educativa, encarregados de educação e autoridades locais.
Exames nacionais: reapreciações e acesso a documentos
Paralelamente, diretores e professores manifestaram preocupação com atrasos no acesso aos documentos necessários para as reapreciações das provas nacionais. A Associação de Diretores espera que o problema seja resolvido ainda hoje, de forma a não comprometer a data prevista para a publicação das pautas, marcada para 7 de agosto.
O atraso, segundo interlocutores escolares, pode dever‑se à priorização de correção de provas da segunda fase. Ainda assim, há pressão para que as equipas de reapreciação recebam prontamente o material e concluam as avaliações dentro do calendário oficial.
Contexto político e desdobramentos internacionais
No plano político interno, o caso envolvendo o ministro da Administração Interna tem mantido a agenda política aquecida, com pedidos de esclarecimento por parte da oposição e antecipação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito marcada para setembro. O Governo, por sua vez, aposta em desinfetar o tema e reduzir a tensão mediática.
No plano externo, as últimas 24 horas também registaram movimentações militares relevantes: os Estados Unidos lançaram operações contra o Irão, enquanto a Rússia reafirmou ataques na Ucrânia que resultaram em mortes e vários feridos. Ainda hoje, o ministro da Defesa visitou tropas portuguesas destacadas na Estónia — missão de policiamento aéreo que termina este mês, com passagem de comando para a Turquia.
As notícias deste dia mostram como decisões políticas e catástrofes naturais convergem para afetar vida quotidiana, segurança escolar e prioridades orçamentais. A evolução do incêndio, a implementação das novas regras nas escolas e os desdobramentos políticos e internacionais serão temas a acompanhar nas próximas horas.











