Petróleo recua 3% após acordo de intenções entre EUA e Irão

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A assinatura de um memorando entre os Estados Unidos e o Irão fez os preços do petróleo recuarem significativamente nesta quinta-feira, ao mesmo tempo em que reacende a possibilidade de retomar o tráfego no estratégico Estreito de Ormuz. O movimento mexeu com mercados globais e levou o Brent à menor cotação desde o início de março.

Queda nas cotações

Antes da abertura das praças europeias, o Brent — referência na Europa — caiu cerca de 3%, sendo cotado em aproximadamente 77,15 dólares por barril. Trata‑se do nível mais baixo desde o começo de março.

O petróleo WTI, referência dos Estados Unidos, recuou cerca de 3,2%, situando‑se perto de 74,3 dólares por barril.

O que foi anunciado

Na quarta‑feira à noite, o Irão confirmou a assinatura do memorando de entendimento com os EUA, informação que também foi divulgada pelo presidente norte‑americano, Donald Trump.

O primeiro‑ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou em redes sociais que o acordo “entrará em vigor imediatamente”. Segundo Sharif, como primeiro passo a República Islâmica reabrirá “imediatamente” o Estreito de Ormuz e os Estados Unidos suspenderão “imediatamente o bloqueio naval”.

Importância estratégica

O Estreito de Ormuz é uma via marítima de grande importância: por ali circula cerca de um quarto do petróleo e do gás comercializados mundialmente.

O fechamento do estreito desde o início da guerra, no final de fevereiro, foi um dos fatores que pressionaram os preços do crude nos meses recentes. Antes da ofensiva militar no Irão, o Brent estava próximo de 72 dólares por barril.

Reação dos mercados

A notícia do entendimento provocou comportamento misto nas praças financeiras.

Na Ásia, a maioria dos índices avançou: o Nikkei subiu quase 1,8% e o Kospi ganhou 2,6%. A bolsa de Shenzhen avançou pouco mais de 1%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu mais de 2%.

Já os futuros europeus apontavam para aberturas com ligeiras quedas, ao passo que os contratos nos Estados Unidos indicavam ganhos, com destaque para o Nasdaq.

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