Carlos Moedas diz que, em 2029, quer conquistar em Lisboa uma maioria absoluta

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Carlos Moedas anunciou no congresso nacional do PSD, em Anadia, que o partido tem como meta conquistar a Câmara de Lisboa em 2029 com uma **maioria absoluta**. A declaração foi feita pouco depois de Luís Montenegro o apresentar como um dos novos vice-presidentes do partido.

Meta eleitoral definida

O presidente da Câmara de Lisboa traçou um objetivo claro para as próximas autárquicas na capital. Recordou as duas vitórias anteriores do PSD em Lisboa — uma por 2.294 votos e a outra com uma margem cerca de dez vezes superior — e prometeu aumentar esse resultado.

“Em 2029 vamos ganhar por muito mais, com uma grande maioria absoluta”, afirmou Moedas aos congressistas, lançando a ambição eleitoral do partido para a próxima disputa municipal.

Mensagem sobre verdade e política

No discurso, Moedas contrapôs o que definiu como mentira e alarmismo à necessidade de olhar para o país com franqueza. Criticou a prática de anunciar medidas sem as concretizar e atribuiu essa postura a longos períodos de governação do PS.

O autarca disse que, durante 14 anos em Lisboa, foi praticada “a política do anunciar e não fazer”. Em contraste, destacou o esforço da atual equipa municipal: “Durante 14 anos construíram 17 casas por ano, nós entregámos 3.200 em quatro anos”, exemplificou.

Críticas ao Chega e posicionamento político

Moedas dirigiu críticas também ao Chega, rejeitando que a agressividade verbal seja corajosa. “Coragem não é insultar mais depressa” nem “gritar mais alto”, afirmou.

Sem rodeios, acrescentou: “Sem hesitação digo que o Chega não é a solução para Portugal”, e diferenciou as propostas políticas que, segundo ele, levam a um país zangado, triste ou intolerante, dependendo da força política em causa.

Referências ao legado do PSD

O presidente da Câmara evocou a figura de Cavaco Silva como referência de equilíbrio e capacidade de decisão. Recordou um momento pessoal de juventude e afirmou que aquele estilo de liderança representou, para si, uma lição de social-democracia.

Moedas defendeu ainda que as grandes reformas em Portugal tiveram influência do PSD e elogiou o atual governo liderado por Luís Montenegro por procurar renovar esse legado.

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