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No Congresso Nacional do PSD em Anadia, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou existir uma aliança tática entre o PS e o Chega depois do chumbo parlamentar à proposta de revisão das leis laborais. O discurso procurou explicar o resultado da votação e reforçar a imagem do PSD como alternativa moderada e reformista.
Acusações contra PS e Chega
Rangel disse que se formou uma “coligação negativa chego-socialista” e qualificou a aliança como tática, com interesses convergentes na rejeição da reforma laboral. As palavras foram proferidas perante delegados do Congresso do PSD, que decorre em Anadia, no distrito de Aveiro.
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O ministro acusou o PS de combinar um discurso suave com posições que, na sua leitura, mantêm a agenda defendida por figuras como Pedro Nuno Santos. Sobre o Chega, afirmou que se trata de um partido de “truques” e mudanças de posição ao longo do dia.
Argumentos sobre as intenções do Chega
Em várias passagens do discurso, Rangel afirmou que o Chega não é um partido confiável e sustentou a tese de que o voto contra a alteração do Código do Trabalho visava, na prática, reduzir pensões. Segundo ele, a proposta do Chega de baixar a idade da reforma acabaria por implicar cortes nas pensões — uma interpretação apresentada como justificação para a sua crítica.
Rangel qualificou ainda o partido de André Ventura como “o partido da chico esperteza populista”, expressão que usou para ilustrar, na sua opinião, uma estratégia política baseada em promessas superficiais.
Reacção ao chumbo parlamentar
O líder social-democrata na Comissão Política disse considerar grave o resultado da votação, mas desdramatizou as consequências políticas imediatas. Citando um provérbio popular, pediu calma: “Por morrer uma andorinha não acaba a primavera”, declarou, apelando a que não se alardeie uma crise política.
Rangel destacou que o episódio mostrou uma convergência entre forças à esquerda e à direita do espectro político, e usou esse quadro para reforçar a necessidade de apresentar uma alternativa centrada no reformismo.
Defesa do PSD e elogios a ministras
Na intervenção, o ministro elogiou a atuação das ministras do Trabalho, Maria do Rosário da Palma Ramalho, e da Saúde, Ana Paula Martins, em contraponto às críticas aos adversários políticos.
Rangel descreveu o PSD como “o partido do meio, o partido reformista e o partido responsável” e afirmou que tanto o PS quanto o Chega temem a posição de moderação e capacidade de mudança atribuída ao partido e ao seu líder, Luís Montenegro.












