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O concerto de David Guetta em Loures reuniu cerca de 35 mil espectadores e foi elogiado pela qualidade artística, mas a saída do recinto na noite de 2 de agosto deixou muitos espectadores preocupados. Vídeos e testemunhos que circularam nas redes sociais apontam para atrasos prolongados, aglomeramentos perigosos e falta de comunicação — problemas que já motivaram uma reação da organização.
O espetáculo decorreu no Parque Papa Francisco e, segundo relatos de quem esteve no local, a evacuação depois das 23h transformou-se num ponto crítico. Nas publicações partilhadas online aparecem pessoas paradas por longos minutos numa passagem pedonal, relatos de mal-estar devido ao calor e poeira, e queixas sobre insuficiência de pontos de venda de bebidas e alimentação para a dimensão do evento.
Uma espetadora publicou que esperou mais de uma hora para conseguir sair do recinto; outros testemunhos indicam que a travessia da ponte chegou a demorar cerca de noventa minutos. Utilizadores classificaram a situação como “perigosa” e pediram responsabilidades à promotora e às entidades locais.
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O que os participantes reclamaram
- Aglomerações concentradas numa única saída, sobretudo na ponte pedonal;
- Tempos de espera excessivos — relatos de mais de uma hora para abandonar o recinto;
- Falta de informação e de instruções por parte da organização durante o episódio;
- Registos de assistências médicas no local, incluindo casos de mal-estar relacionados com calor e poeira;
- Perigos para grupos mais vulneráveis, como famílias com crianças.
Algumas das críticas foram dirigidas à promotora Sodade, à produtora Velvet Words e ao Município de Loures, que apareceram como responsáveis pela logística do evento. Nas redes, foram partilhados vários vídeos que ilustram o bloqueio na saída e a frustração do público.
Resposta da organização
A promotora contactada confirmou os constrangimentos no final do concerto e afirmou já estar a trabalhar com as autoridades para corrigir os pontos críticos. Em comunicado, a empresa considerou o balanço geral da noite “positivo” e destacou o envolvimento de mais de mil profissionais nas operações, mas admitiu falhas no processo de dispersão do público.
A organização disse que irá colaborar com o Município de Loures, com a PSP e com a Proteção Civil para identificar medidas que tornem a saída mais segura e eficiente em eventos futuros. Entre as áreas apontadas para análise estão o planeamento dos acessos, a coordenação das equipas de segurança e a comunicação em tempo real com o público.
Ainda não foram anunciadas medidas concretas ou prazos para implementação das correções, mas a promessa de revisão operacional surge numa altura em que a gestão de grandes concentrações volta a ganhar atenção pública.
Por que isto importa
Além do desconforto imediato para quem assistiu ao espetáculo, o episódio levanta questões práticas sobre a segurança em eventos de grande escala: planeamento de fluxos, capacidade das infraestruturas e protocolos de comunicação em situações de afluência. Para promotores e autarquias, a lição é clara — investimentos logísticos e coordenação interinstitucional são essenciais para evitar riscos e preservar a experiência do público.
Para quem foi ao concerto, resta a memória de uma atuação elogiada, mas também o apelo a mudanças que garantam que a saída de futuros espetáculos não volte a provocar filas intermináveis e situações de risco.










