Parque de biomassa em Tábua entra em funcionamento: investimento de 120 mil euros


Tábua abriu esta sexta-feira um novo equipamento para receber restos de poda e de jardim, numa ação direta para reduzir queimadas e o abandono de resíduos no espaço rural. A infraestrutura promete dar alternativas seguras aos munícipes e reforçar a prevenção de incêndios no concelho.

O Parque de Biomassa da Venda da Serra, na freguesia de Mouronho, foi hoje inaugurado pela Câmara Municipal como ponto oficial de deposição de materiais lenhosos e verdes. A autarquia diz esperar que a medida diminua a prática de queimar sobrantes e o descarte irregular junto a contentores urbanos.

Segundo o presidente da Câmara, Ricardo Cruz, a iniciativa integra uma estratégia municipal que procura “condições práticas” para que as pessoas não recorram ao lixo doméstico ou ao abandono de restos florestais. A obra contou com um investimento de cerca de 120 mil euros e beneficiou de apoio do Fundo Ambiental, com comparticipação prevista de 85% até um teto financeiro definido no projeto.

O espaço tem cinco mil metros quadrados e estará acessível continuamente, como referência de fácil uso para proprietários rurais, jardineiros e pequenos produtores.

Vista do parque de biomassa com área ampla e zonas de deposição acessíveis
O parque tem 5 000 m² e acesso livre para proprietários rurais e jardineiros.

  • Materiais aceitos: sobrantes de podas agrícolas, resíduos de silvicultura preventiva e aparas de manutenção de jardins.
  • Horário: acesso livre, sem necessidade de marcação.
  • Área: 5 000 m² — o segundo parque do concelho.

Este é o segundo parque de biomassa no município — o primeiro, instalado na vila de Tábua e integrado na rede da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, entrou em funcionamento em maio de 2025. A aposta municipal pretende distribuir pontos de recolha para cobrir melhor o território e reduzir deslocações.

O vice‑presidente António Oliveira revelou dados que ilustram a adesão: desde janeiro, o equipamento da vila recolheu cerca de 93 toneladas de resíduos, em um espaço de mil metros quadrados. Para a autarquia, esse volume demonstra que os habitantes estão a utilizar a solução em vez de recorrerem a queimadas ou ao depósito indevido.

Pilhas de resíduos verdes e lenhosos recolhidos num centro de depósito
Desde janeiro, o parque da vila recolheu cerca de 93 toneladas de resíduos.

Além de reduzir riscos de ignição, os parques de biomassa permitem encaminhar material orgânico para valorização energética ou para usos industriais, quando houver capacidade de tratamento. A Câmara anunciou também intenção de abrir um terceiro parque, para servir áreas mais interiores do concelho.

Na cerimónia, Ricardo Cruz pediu responsabilidade aos residentes: depositar apenas os resíduos autorizados para evitar problemas de contaminação e aproveitar plenamente a infraestrutura. A autarquia adiantou que, numa fase seguinte, instalará videovigilância para fiscalizar o uso correto do espaço.

O novo parque surge num momento em que políticas locais de gestão de combustível e recolha seletiva ganham prioridade como ferramentas práticas na prevenção de incêndios rurais. Para os moradores, a alternativa representa menos trabalho e menor risco quando comparada à queima de resíduos — uma prática que as autoridades associam frequentemente a ignições acidentais.

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