Devolver garrafas passa a render 10 cêntimos: saiba como receber

O novo sistema de depósito e reembolso entra em vigor esta sexta-feira e já começou a ser testado no átrio do Campus XXI: a ministra do Ambiente foi a uma das primeiras a usar uma das máquinas instaladas. A novidade promete pagar 10 cêntimos por cada embalagem devolvida, mas só algumas embalagens estarão disponíveis de imediato e a adaptação dos consumidores será gradual.

Ao aproximar-se da máquina azul, a titular da pasta ambiental fez perguntas que resumem as dúvidas que muitos portugueses poderão ter nos primeiros dias — desde se a tampa deve ficar colocada até que tipos de bebidas são aceites. Depois de uma tentativa hesitante, completou o processo sem problemas: a máquina identificou a embalagem, validou o código e reconheceu o selo exigido para a recolha.

O funcionamento é simples na teoria: depositar a embalagem e escolher entre receber um talão com o valor de reembolso ou transferir esse montante para uma entidade social. Na demonstração, a ministra optou por doar os 10 cêntimos a várias associações — entre elas a Liga Portuguesa dos Direitos do Animal, a Cáritas Portuguesa, a Liga dos Bombeiros Portugueses e a Liga para a Proteção da Natureza — e foi informada de que a plataforma deverá publicar anualmente os valores doados.

Algumas regras práticas foram salientadas durante a apresentação. As máquinas aceitam recipientes até um certo volume, e há restrições quanto a categorias de bebidas. Além disso, apesar de já existirem postos por todo o país, as embalagens com selo de participação no sistema vão aparecer nas prateleiras de forma faseada.

  • Valor do depósito: 10 cêntimos por embalagem devolvida.
  • Volume máximo aceito: recipientes até 3 litros.
  • Opções ao devolver: receber um talão para levantar o valor ou doar o montante a instituições registadas.
  • Tipos de bebidas: nem todas as categorias entram no sistema desde o primeiro dia; bebidas alcoólicas não foram incluídas na demonstração inicial.
  • Máquinas: as chamadas máquinas ‘volta’ já estão distribuídas por várias localidades, mas a participação das embalagens no SDR será progressiva.
  • Transparência: a entidade gestora comprometeu-se a divulgar anualmente os donativos feitos através do sistema.

Nas primeiras semanas, espere dúvidas e tentativas até que o processo fique automático: perguntas sobre o estado da embalagem, se o código de barras está legível ou se é preciso compactar a lata antes de inserir. As autoridades recomendam verificar a presença do selo no rótulo e seguir as instruções do equipamento no local.

Para o utilizador comum, o impacto é direto: recuperar alguns cêntimos por cada garrafa ou lata pode incentivar a devolução e reduzir o lixo pós-consumo. Para comerciantes e operadores logísticos, implica adaptar rotinas de recebimento e gestão de stock conforme os rótulos das embalagens forem sendo atualizados para o sistema.

Nos próximos meses, a atenção estará em dois pontos: a rapidez com que as embalagens aderentes chegam ao mercado e a capacidade das máquinas de responder a picos de afluência. A curto prazo, trata-se de aprender a usar o equipamento; a longo prazo, do potencial do SDR para alterar hábitos de reciclagem em Portugal.

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