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Os órgãos do Partido Socialista orientaram os deputados a optarem pela abstenção na moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo, numa posição que o partido qualifica, em privado, como uma “manobra de diversão”. A decisão visa evitar uma crise política imediata, sem retirar do executivo a responsabilidade pelos problemas apontados pelos socialistas.
Decisão interna e articulação
PS escolhe abster-se face à moção do Chega para travar crise que responsabilizaria o Governo
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Uma fonte do Secretariado Nacional disse à Lusa que o secretário-geral, José Luís Carneiro, convocou o secretariado após auscultar membros da comissão política. O posicionamento resultante foi o sentido de abstenção, segundo essa mesma fonte.

Razões invocadas pelo PS
De acordo com a fonte citada, o PS entende que abster-se permite não provocar uma crise governamental. Ao mesmo tempo, sublinham que essa postura não serve para ilibar o Governo das suas responsabilidades.

Os socialistas apontam problemas sociais e económicos — como o custo de vida, a saúde, a habitação e os salários — como motivos para manter críticas ao executivo, mesmo sem votar favoravelmente à moção.
Calendário parlamentar e efeitos práticos
O grupo parlamentar do PS tinha agendada uma reunião para esta terça-feira às 14h00, informou a mesma fonte do secretariado.
A Assembleia da República debate e vota a moção de censura na terça-feira. A iniciativa do Chega centra-se na manutenção no cargo do ministro da Administração Interna, Luís Neves, e, segundo o partido autor da moção, pretende forçar uma discussão parlamentar sobre o ministro.
Para que a moção fosse aprovada — o que implicaria a demissão do Governo — seriam necessários 116 votos favoráveis. Essa possibilidade foi considerada afastada, uma vez que o PS já tinha anunciado que votaria contra ou se absteria.











